
Blog do Zini
“Terça-feira, 22 de abril de 2008
Roth, Amaral e a bola quadrada
Corro ao Rio, mesmo por fone ou internet, em busca de informações mais detalhadas sobre o volante Amaral, nova e pálida contratação tricolor. Amigos vascaínos ficaram felizes com o meu alô, mais felizes ainda com a notícia da saída do jogador de São Januário.
Um deles, ainda navegando na faixa dos 30 anos, chegou a dizer que, ao lado de Roberto Lopes, Amaral formou uma das piores duplas de meio-campo do time carioca dos últimos anos. ´
Outro conhecido, homem de tevê, que é Flamengo, pediu para trocar de assunto. Não acredita que o futebol de Amaral mereça qualquer comentário mais detalhado.
O melhor período do reforço gremista no clube carioca foi ao lado do técnico Renato Portaluppi quando o Vasco usava o retrógrado esquema de três volantes e zero de criatividade no meio-campo. Claro que o Vasco não ganhou nada no período, óbvio que só irritou a torcida.
O Vasco é quarta força no Rio. Nem banco o esforçado Amaral recebia uma chance. O poder de Amaral se mede por aí. No futebol esforço precisa estar aliado ao talento. Um não sobrevive sem o outro.
Amaral é o jogador dos sonhos de Celso Roth, que evita potencializar os garotos da base. Roth adora quem briga com a bola. Ele jamais prioriza jogadores qualificados para o seu meio-campo. Ele prefere a correria, o choque, o tombo, a falta – e o natural cartão amarelo ainda na primeira metade do tempo inicial de jogo é conseqüência natural do seu estilo.
Roth e Amaral se merecem. Quem não merece os dois é o Grêmio, ao menos o Grêmio que sonha grande.
Dezenove dias antes do início do Brasileirão, o Grêmio ainda não conhece o seu time titular. Pior, ainda não tem time titular. Entre os 20 clubes da competição talvez esteja nas mesmas condições do Ipatinga.”
PS: Minha intenção não é detonar a chegada de Amaral, e sim de apurar os fatos e registrar as opiniões de outras pessoas que estão por dentro do assunto. Assim como ocorreu comigo, que ao falar com os vascaínos, percebi que nenhum sentirá falta de Amaral em São Januário, com o Zini ocorreu exatamente a mesma coisa. Torcer para que Amaral dê certo no Grêmio, é claro que torço. O difícil é ter esperança para isso.