Estou muito preocupado

Maio 3, 2008 por Bruno Coelho

 

No próximo sábado, o Grêmio inicia a sua caminhada no Campeonato Brasileiro de 2008. Estamos a uma semana do início do campeonato nacional (no tempo que esse artigo foi escrito – 03/05/2008). E o Grêmio parece que se encontra em ritmo de pré-temporada, com time desentrosado. Vendo a atuação do Grêmio hoje, diante do Avaí, a impressão é que os 20 primeiros jogos do ano, no Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil, e mais os dois amistosos realizado nesse período de intertemporada, de nada serviram. No jogo diante o Avaí, o Grêmio jogou mal, a equipe parecia completamente desentrosada, houve momento que o Imortal foi dominado diante da equipe de Florianópolis. O Grêmio parece o mesmo Grêmio do início de temporada, onde Victor nos salvava das derrotas. Mais uma vez, o goleiro mostrou o porquê de ser a contratação mais acertada pela diretoria (entre tantas erradas também), ao lado de Roger. Fez excelentes defesas, com direito a defesa no ângulo do gol. No entanto, no começo do ano, o Grêmio tinha o respaldo de enfrentar equipes pequenas, sendo assim, mais fácil de vencer e ao mesmo tempo se entrosar. Mas na semana que vem, o adversário não é um XV de Novembro ou um Grêmio Sapucaiense, é o São Paulo, atual bicampeão brasileiro e um dos favoritos para conquistar a Libertadores. Logo em seguida, pegaremos o Flamengo, que está na final do Campeonato Carioca e faz boa campanha na Libertadores, sendo também, um dos favoritos.

O jogo deste sábado, começou com o Avaí começou pressionando, decidido a marcar logo o gol. O Grêmio demorou para acertar a marcação no meio-de-campo, formado por três volantes (Eduardo Costa, Rafael Carioca e William Magrão). Até acertar, o Avaí já havia criado oportunidades de gols, mas Victor fez valer a sua categoria no gol. Quando Victor não conseguia fazer algo para evitar o pior, a trave nos ajudava, como foi no lance de Batista. Aí Paulo Sérgio é derrubado na área. Soares vai cobrar, e erra. E defende o velho conhecido, Eduardo Martini, ex-goleiro do Grêmio.

No segundo tempo, o Grêmio voltou com substituições, Amaral no lugar de William Magrão e Jonas no lugar de Dos Santos. A última substituição, eu não entendi, tirar o único meio-campista criativo, mesmo que não estivesse lá jogando grande coisa, para colocar Jonas? Mais uma pérola de Celso Roth. E essas e outras substituições, no decorrer do jogo, não surtiram grande efeito, o jogo continuou mal, até com um pouco de emoção, mas parecia uma pelada. O placar de 0×0 foi o mais justo para ambos os lados. O Avaí que se esforçou, e o Grêmio que jogou absolutamente nada.

Aí, ao término da partida, Celso Roth justifica a má atuação, dizendo que o Avaí jogou pra valer e o Grêmio tratou a partida como treino. Desculpe, isso é discurso de perdedor. O Grêmio tinha que vencer essa partida, é um time tecnicamente superior ao Avaí, e como manda a tradição de sua camisa, o time precisa entrar determinado a vencer. Depois Roth diz que precisa de tempo, mais do que já teve, que equivale a três meses. Para Celso Roth, a pré-temporada ideal dura seis meses ou algo maior do que isso? Celso Roth precisa aprender a admitir as suas falhas. Mas sua arrogância não permite isso. Afinal, vale lembrar, que Celso Roth disse, ao assumir a vaga deixada por Vagner Mancini, que o time era qualificado e pronto para brigar por títulos. Após as eliminações do Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil, Roth diz que não foi ele que escolheu o grupo. Por mais que ele tivesse razão, porque de fato, ele não escolheu o grupo, tal declaração foi oportunista e arrogante em não admitir seus erros. Se tempo é a justificativa de Roth, o que ele me diz sobre o fato de Zetti ter assumido o Juventude, uma semana antes de eliminar o atual técnico gremista do Gauchão?

Assim, com um time desentrosado, e conseqüentemente, jogando mal a sua última partida, antes do início do Campeonato Brasileiro, o Grêmio vai estrear na competição diante do atual campeão brasileiro, São Paulo, no Morumbi. É medíocre pensar dessa maneira, mas torço para que o São Paulo e Flamengo poupem titulares para as partidas diante do Imortal, já que estão em fase de mata-mata na Libertadores, para facilitar um pouco o nosso caminho. E sinceramente, diante desse contexto, com mau-planejamento, time não se encontrando em campo e um técnico de qualidade duvidosa, ficarei agradecido se o Grêmio não passar pelo drama da briga contra o rebaixamento. Apesar de achar que o time pode melhorar, tem os seus valores e a sua categoria. Mesmo assim, ficaria muito agradecido por uma vaga na Copa Sul-Americana, o que é pouco diante da tradição do Grêmio, mas é bom diante do atual contexto em que o Maior do Sul está inserido. Pode ocorrer do Grêmio até disputar Libertadores, pois, às vezes, o Imortal faz coisas que surpreende até mesmo a nós torcidores. No entanto, isso é contra lógica dos fatos. Não podemos esperar por um milagre, temos que ser realistas. O jeito é lutar para evitar o pior em 2008, manter a base em 2009, reforçá-la, para assim, darmos início a um ano em que podemos brigar por títulos e com um planejamento de verdade. O objetivo do Grêmio, no Campeonato Brasileiro de 2008, deve ser esse. Apenas espero que eu esteja errado, e que o Grêmio nos surpreenda com uma campanha mais digna.  

 

Avaí 0 x 0 Grêmio

Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC)

Data: sábado, 3 de maio de 2008

Árbitro: Jefferson Schimidt

Assistentes: Cleber Lúcio Gil e Alcides Zawaski Pazetto

Cartões amarelos: Arlindo Maracanã, Marquinhos, Bruno (Avaí); Soares, Willian Magrão, Léo, Rafael Carioca, Amaral, Eduardo Costa (Grêmio)

AVAÍ
Eduardo Martini (Diogo); Cássio, Fabrício (Zé Rodolfo) e Emerson; Arlindo Maracanã, Bruno (Cocito), Batista (Fernandinho), Marquinhos e Jef Silva (Carlinhos); Valber (Odair) e Vandinho (
Rafael Costa).
Técnico: Silas

GRÊMIO
Victor (Marcelo Grohe); Paulo Sérgio, Léo (Jean), Réver e Hidalgo (Hélder); Eduardo Costa,
Rafael Carioca (Rodrigo Mendes), Willian Magrão (Amaral) e Julio dos Santos (Jonas); Soares e Perea (André Luís).
Técnico: Celso Roth

Grêmio 3×0 Ypiranga

Maio 1, 2008 por Bruno Coelho

O Grêmio venceu mais um amistoso diante do Ypiranga de Erechim, no estádio Colosso da Lagoa. O placar foi de 3×0, gols de Dos Santos e Soares, que marcou dois no amistoso. Os três gols foram no segundo tempo.

O amistoso valeu para colocar em ritmo Rodrigo Mendes e Soares, realizar a estréia de Amaral (entrou no segundo tempo) e o restante do time em ritmo de jogo. Apenas isso. Foi um amistoso um pouco mais digno do que o realizado diante do Ivoti, pois o Ypiranga faz uma boa campanha na segunda divisão do Campeonato Gaúcho, mas não dá para tirar nenhuma conclusão desse jogo, diante de um adversário tão abaixo dos demais que iremos enfrentar no Campeonato Brasileiro.

Pelo que eu li (não deu para ver o jogo mais uma vez), o time teve um primeiro tempo desentrosado, como se fosse início de temporada (o que é ruim), e sentiu a dificuldade de ter apenas Dos Santos como cérebro no meio-de-campo gremista. No segundo tempo, o jogo foi mais tranqüilo e o Grêmio apenas fez aquilo que deveria fazer: vencer com folga.

O próximo jogo será contra o Avaí. Esse jogo, eu ouvirei pelo rádio, porque será um jogo que exigirá mais do Grêmio, apesar de que o Avaí ainda não está no mesmo parâmetro dos adversários que aguardam o Grêmio no segundo semestre.

Outra coisa. A CBF antecipou a data de estréia do Grêmio diante do São Paulo, no Morumbi. Do dia 11 deste mês (domingo), passou para dia 10 (sábado). Esse sim será o primeiro grande teste do Grêmio para temporada de 2008. O São Paulo é um time que pode jogar feio, com dificuldade nas criações das jogadas e com pouco repertório ofensivo (se limita muito a cruzamentos de Jorge Wagner para área adversária, principalmente para Adriano – aliás, seria bom o Celso Roth já ficar antenado com as jogadas aéreas e treinar a defesa para essa situação); mas é um time altamente competitivo, que vende caro uma derrota, além claro, sempre é bom lembrar, que o São Paulo é o atual Bicampeão Brasileiro. Então, o Grêmio tem um pouco mais de uma semana para se preparar para o seu primeiro e grande desafio da temporada 2008.

YPIRANGA 0 x 3 GRÊMIO
Estádio: Colosso da Lagoa, em Erechim (RS)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves de Lima
Auxiliares: José Carlos Oliveira e Carlos Selbach
Cartões amarelos: Perea (Grêmio); Eduardo, Jesum (Ypiranga)
Cartões vermelhos: Perea (Grêmio); Tomas (Ypiranga)
Gols: Julio dos Santos, aos três, e Soares, aos 32 e 38 minutos do segundo tempo

YPIRANGA: Alexandre, Eduardo, Tomas, Baggio (Jesum) e Diego (Maronese); Pavão, Márcio Oldra, Marquinhos (Ramon) e Vágner; Kito (Maicon Sapucaia) e Éder Machado
(
Guilherme).
Técnico: Tonho
GRÊMIO: Victor (Marcelo Grohe), Paulo Sérgio, Leo (Jean), Rever (Thiego) e Hidalgo (Bruno Teles); Eduardo Costa (Amaral), Rafael Carioca, William Magrão (Rodrigo Mendes) e Julio dos Santos (Jonas); André Luís (Soares) e Perea.
Técnico: Celso Roth

Nem tudo é perfeito

Maio 1, 2008 por Bruno Coelho

 

 

Como disse antes, acho que esta camisa listrada é a mais bonita disparada dos outros uniformes listrados lançados pela Puma, superando até o de 2005. Claro que nem tudo é perfeito, realmente, a parte de trás é um pouco estranha, com o espaço azul e o número com bordas de “pixels”. Mas já estava esperando algo em torno disso, ao ver a camisa do Cruzeiro 2008, que segue o mesmo padrão da linha Puma para esta temporada.

 

 

Infelizmente, as fornecedoras de materiais esportivos fazem alguns detalhes padrões em todas as camisas de uma mesma linha de lançamentos, e claro, a do Grêmio não seria uma exceção. Mas na média, eu achei a camisa listrada muito bonita.

O Grêmio tem a camisa mais bonita do mundo. Isso é algo claro, e até a Revista Monet 2005 percebeu isso. Portanto, não há como deixar a camisa do Grêmio feia, para minha opinião, só é possível deixá-la menos bonita, como a camisa listrada de 2006. Acho que no geral, esse espaço azul na parte de trás da camisa e o número com bordas de “pixels” não estragam a camisa. Poderiam ser evitados, isso é claro, mas sinceramente, acho que seria uma utopia pensar que a Puma não faria nada do tipo. No entanto, no geral, a camisa listrada está de parabéns.

E a camisa do Grêmio fica muito mais bonita ainda, com listras finas. Houve também o acerto nas listras das mangas. Sobre o tecido, não posso comentar. Tentarei comprar a camisa listrada nesta sexta-feira, e a partir daí, colocarei a opinião sobre o tecido.

Grêmio-Puma 2008

Abril 30, 2008 por Bruno Coelho

Eu aprovei a nova linha de uniformes do Grêmio, feitos pela Puma, para a temporada de 2008. São uniformes simples, que apenas obedecem às características naturais da camisa do Grêmio. Claro que há algum detalhe da fornecedora, mas isso era esperado. Mas ao contrário dos uniformes de 2006 e 2007, a linha 2008 é mais simples e mais bonita. Desta vez, a Puma está de parabéns. E eu acho que é a camisa mais bonita desde que a Puma começou a fornecer material esportivo para o Imortal, mais bonita do que, inclusive, a de 2005.

O que aprovei, também, foram as modelos para a festa. Afinal, não é qualquer lançamento que possui belas mulheres, como a atriz Débora Secco, a Miss Brasil e gremista Natália Anderle, a garota verão Raphaela Sirena e a Miss Grêmio Sofia Powacrzuck. Realmente, um belo espetáculo. )

 

Mais imagens da festa de lançamento dos novos uniformes (fontes: Zero Hora e Globo Esporte).

 

 

 

 

 

 

 

 

Missão Eduardo Costa

Abril 30, 2008 por Bruno Coelho

Nós gremistas estamos diante de mais um novo drama inserido no contexto do mercado de jogadores. Trata-se da permanência de Eduardo Costa. É uma situação difícil. O Espanyol, clube que detém os direitos sobre o jogador, pede 3 milhões, não dando sinais de que estaria disposto a renovar o empréstimo do jogador. Empresários de Eduardo Costa estão em Barcelona, para encontrarem uma saída viável para ambas as partes. O Grêmio tem como aliado a vontade e o amor que Eduardo Costa pelo manto azul. No entanto, só a vontade do jogador pouco vale, quando se trata da vontade do Espanyol. É assim que funciona o mercado da bola.

Perder Eduardo Costa será um grande desfalque. Afinal, trata-se de um dos melhores volantes do Brasil. E no momento, o Grêmio não tem uma figura que possa substituí-lo, nem William Magrão (que é bom volante e vai evoluir), e muito menos em Amaral e Makelelê (dois contratados que ainda precisam mostrar serviço no Olímpico).

A meta do Grêmio, ao menos, é manter prorrogar o empréstimo do capitão até dezembro, ou seja, mais seis meses. Como concorrente, está o Benfica (que tenho até desgosto, depois da novela Diego Souza), que também quer o jogador por empréstimo.

De qualquer jeito, Eduardo Costa será utilizado nas 15 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Afinal, não haveria sentido nenhum em não aproveitar o jogador, que acrescenta qualidade técnica no meio de campo Tricolor, mesmo que seja até agosto.

Fico na torcida pela permanência de Eduardo Costa, assim como toda Nação Tricolor. É raro encontrar um jogador que tem amor à camisa. Falam-se muito nos goleiros Marcos (Palmeiras) e Rogério Ceni (São Paulo), como os últimos jogadores que possuem amor às suas respectivas camisas. Não é verdade, ao menos, não quando se fala de Eduardo Costa. O jogador pode não ter tanto tempo quanto os dois num mesmo clube, mas mostra amor à camisa. Portanto, a permanência de Eduardo Costa seria sim, um grande reforço para a continuação da temporada, tanto pela qualidade que o volante inseri no meio-de-campo do Grêmio, quanto pela sua dedicação ao vestir a camisa do Imortal. No entanto, infelizmente, a sua permanência é algo difícil de ocorrer. Ao menos, não custa torcer por um milagre.

O outro lado da moeda para Júnior

Abril 30, 2008 por Bruno Coelho

 

De fato, a contratação de Júnior passa a sensação de não ser muito criteriosa por parte da diretoria comandada, naquele instante, por Paulo Pelaipe. Afinal, o histórico do jogador não passava nenhuma confiança de que a sua história no Grêmio seria diferente do que fora no Flamengo. No entanto, é preciso fazer algumas ressalvas com Júnior, para não ser injusto com o jogador.

Eu não sabia que Júnior e Celso Roth eram desafetos por conta de um episódio em 2005, quando os dois estavam no Flamengo. Se desavenças pessoais entre o técnico e o jogador pesaram na decisão de realizar a rescisão de contrato, aí está tudo errado. Quando o Grêmio contratou o jogador, deveria ter em mente qual seria a função de Júnior para temporada, se ele atenderia as funções que lhe cabiam no clube. Isso se chama planejamento. Ou seja, quando o Grêmio o contratou, deveria ter convicção de sua contratação, e dentro dessa situação, desavenças particulares entre o técnico e o jogador não deveriam entrar em campo.

E fora que, Júnior praticamente não recebeu nenhuma chance de jogar no Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil. Pelo pouco que jogou, não agradou, mas o jogador precisa de tempo, ou seja, de oportunidades, para se encaixar no esquema tático do time. Vejam o exemplo, aqui em São Paulo, no caso Léo Lima. Jogador que teve a proeza de ser dispensado em apenas um ano, pelo Flamengo e pelo Grêmio (coincidentemente, situação semelhante a do Júnior), agora está jogando bem pelo Palmeiras. Segredo? Persistência de Vanderlei Luxemburgo, que dá segurança ao jogador e o coloca em todos os jogos possíveis e o mantém em ritmo nas disputas das partidas. Júnior não teve essa chance. O volante teve apenas 137 minutos nos gramados em partidas oficiais pelo Grêmio. Celso Roth insistia em Nunes, e deixava Júnior no banco. E Rodrigo Caetano diz que sua saída foi por questão técnica, mas o jogador não teve chance de mostrar e evoluir a sua técnica no decorrer dos jogos. E a situação piora, quando um dirigente (não identificado na nota da Zero Hora) diz essa frase: “O homem (Celso Roth) não ia com a cara dele”.

O fato é que a contratação de Júnior não teve nenhum critério para ser realizada, ao menos, é o que parece neste instante. E como se não fosse o bastante, Júnior é o resultado de mais gastos da diretoria, para absolutamente nada. O jogador ganhou, até então, R$ 120 mil reais de salários mensais (R$ 30 mil por mês). O pior é se esses gastos forem ampliados, por causa de questões pessoais de Celso Roth. Aí, sinto muito, só pode ser várzea. Júnior ainda receberá mais R$ 120 mil por conta da rescisão do contrato, de acordo com as normas da CLT e receberá o 13º salário. Mais um fruto da falta de planejamento da diretoria para 2008, que resulta na falta de convicção nas suas contratações, o que gera mais gatos que poderiam ser evitados.

Os primeiros adeus

Abril 29, 2008 por Bruno Coelho

Finalmente, os primeiros jogadores que não foram bem sucedidos, já dão adeus ao Olímpico. Trata-se de Tadeu, Júnior e Nunes. Tadeu até tentou, mas a sua falta de qualidade técnica falou mais alto, e passou em mais um clube sem brilhar, assim como já havia ocorrido no São Paulo e no Juventude. Desejo boa sorte no seu novo clube, que possivelmente, deve ser o Figueirense, do velho conhecido Tuta.

Já Júnior, assim como foi no Flamengo, o volante ganhou mais uma dispensa no Grêmio. Não dá para dizer que a sua passagem foi uma decepção. O jogador dispensado por outro clube, que estava meses sem jogar, não há como decepcionar. Resta saber, quais foram os critérios da diretoria em sua contratação. Ou será que houve critério?

Por último, Nunes, outro remanescente da Batalha dos Aflitos, tão criticado pela torcida. Pode jogar no Avaí, Figueirense, Paraná e Ipatinga.

Desejo sorte aos três. Infelizmente, não deram certos no Grêmio. Faz parte.

Fonte: FinalSports

Pelo glorioso passado de Jardel

Abril 29, 2008 por Bruno Coelho

Imagem: http://libertadores1995.blogspot.com/

Muito emocionante a entrevista feita por Régis Rösing com Jardel. É uma grande pena que um dos grandes centro-avantes dos últimos anos, tenha caído tanto de uma hora para outra, por problemas envolvendo drogas.

Jardel começou como profissional no Vasco da Gama, mas foi no Grêmio, que se tornou um dos grandes ídolos da torcida, principalmente para a geração de 1990 (a qual estou inserido). No Imortal, Jardel, em 73 jogos, marcou 67 gols. Foi artilheiro da Libertadores de 1995, 12 gols, ano do Bicampeonato da América. Jardel ainda conquistou o Campeonato Gaúcho e a Recopa Sul-Americana (fazendo o terceiro gol na goleada contra o Independiente, por 4×1) em 1996.

No mesmo ano, Jardel foi para o Porto, onde também se tornou ídolo, onde se sagrou Tricampeão Português nas temporadas de 1996/1997 a 1998/1999, sendo que se tornara quatro vezes artilheiro da Liga Portuguesa. O grande jogador ainda teve boas passagens no Galatasaray (conquistando a Supercopa da Europa de 2000, sobre o Real Madrid) e no Sporting Lisboa em 2002 (novamente conquistando o Campeonato Português e ainda ajudou o time de Lisboa a levantar a taça da Copa de Portugal e Supercopa de Portugal).

A partir de sua saída do Sporting Lisboa, em 2003, Jardel desandou. Foi para o Ancona, onde teve apenas quatro jogos e não marcou gol em sua sucinta passagem por terras italianas. No Bolton, Jardel também passou em branco em sete jogos.

Entre as suas tentativas de voltar a jogar no Brasil, Jardel foi emprestado ao Palmeiras, em 2004, mas não chegou sequer a jogar uma única partida pelo Alviverde. No mesmo ano, o Bolton liberou o jogador para o Newells Old Boys, onde conquistou o Torneio Apertura, mas praticamente não teve participação, pois atuou em três jogos e também passou sem marcar gol.

Jardel se tornou um andarilho no futebol e não se fixava em nenhum lugar. Só voltaria a marcar mais quatro gols, três pelo Beira-Mar (Portugal) e um pelo Anorthosis (Chipre). Sua última passagem, até então, foi pelo Newcastle United Jets, da Nova Zelândia, na temporada 2007-2008, onde teve onze jogos, sem marcar gols.

Claro que problemas extra-campo atrapalharam Jardel, como o uso de cocaína. O que é uma grande pena. Jardel foi o maior centro-avante do Grêmio na década de 90, o jogador essencial para a conquista do segundo título da América e da Recopa, que também teve grande passagem em Portugal, jogando pelo Porto  (onde teve 130 gols marcados em 125 jogos) e Sporting. Ao ver a sua entrevista ao Esporte Espetacular, realmente, chegou a me emocionar, a ponto pensar em tê-lo de volta ao Grêmio. No entanto, colocando a cabeça no lugar, ou seja, a razão sobre a emoção, isso seria uma loucura.

Já tivemos vários exemplos de jogadores que marcaram em seus clubes, e que tentaram outras passagens, ou seja, recuperarem as glórias do passado, que não foram bem sucedidas. No próprio Grêmio, temos o exemplo de Paulo Nunes, grande parceiro de Jardel, cuja segunda passagem foi algo pífio e que não deixou saudades para nós gremistas. No Brasil a fora, temos mais exemplos. Como no Corinthians, que teve passagens infelizes de Ricon, Marcelinho Carioca e Vampeta, jogadores que marcaram época no time do Parque São Jorge, mas a insistência de recuperar o glorioso passado, fez com que eles saíssem pelas portas dos fundos. Edmundo no Palmeiras teve uma passagem mais estável, mas no final, saiu sem grande vontade da diretoria e da torcida palmeirense em sua permanência. Esses jogadores tinham grandes histórias em seus clubes, mas a mancharam um pouco, numa tentativa inútil de recuperar o mesmo futebol feito anos atrás. Na verdade, cada jogador tem o seu tempo em determinado clube. Jardel teve o seu no Grêmio. Trazê-lo de volta, é realizar uma aposta alta demais em um jogador de idade avançada que há anos não vem se fixando em lugar algum e tendo atuações pífias. No Grêmio, já temos um caso semelhante em Rodrigo Mendes, que obteve grandes passagens no Grêmio, sendo inclusive, artilheiro da Libertadores de 2002. Hoje, Rodrigo volta a jogar, depois de 16 meses parado. É uma aposta de risco, e insistir em outro jogador numa situação até mais complicada, seria um grande erro, numa temporada em que o Grêmio já cometeu muitos erros no planejamento, e que não tem mais espaço para um novo vacilo, se quiser evitar o pior.

Por isso mesmo, pela atual situação do Grêmio e também pelo glorioso passado de Jardel no Imortal, não quero que um grande ídolo tenha a sua história manchada. Jardel teve o seu tempo, os seus feitos no Grêmio estão imortalizados através da história do Imortal. Quero que essa história continue intacta, e que a visão que eu tenho de Jardel com a camisa mais bela do mundo, seja a de um matador, principalmente de cabeça, dentro da área, o Campeão da América e não de um ex-jogador em atividade.

Mesmo assim, Jardel, força e espero que consiga superar esse momento difícil.

Para não passar batido…

Abril 27, 2008 por Bruno Coelho

Eu não consegui ouvir a vitória do Imortal no jogo-treino, onde obteve o placar de 3×0 contra a equipe amadora do Ivoti, no estádio dos Eucaliptos, na cidade de Ivoti. O primeiro gol foi feito aos 34 minutos, com André Luís. Quatro minutos depois, Jonas ampliou para 2×0. E Dos Santos definiu o placar, ao fazer o teceiro gol, numa cobrança pênalti, já no segundo tempo.

Se há algo que esse jogo tenha servido, foi para colocar em campo Rodrigo Mendes (após mais de 16 meses parado) e Soares (recuperado de lesão), e para a equipe começar a se acostumar com o esquema 3-5-2 adotado por Celso Roth. De resto, nada valeu. Um amistoso sem sentido, até as categorias de base poderiam obter a vitória diante da equipe amadora do Ivoti. Por isso, não vale a pena comentar, pois não vi o jogo, e mesmo que eu visse, nada me animaria a fazer um longo comentário sobre essa partida.

O próximo jogo-treino do Grêmio será contra o Ypiranga, da cidade de Erechim, no dia 1º de maio (quinta-feira).

Ivoti 0×3 Grêmio

Estádio: Eucaliptos, em Ivoti (RS)

Gols: André Luís, aos 34, e Jonas, aos 38 minutos do primeiro tempo; e Julio dos Santos, aos 12 do segundo.

Ivoti: Galas (Rodrigo Silva), Maiquel (Roxo), Éder e Brizola (Ademir); Eliéser (Pelezinho), Sandro (Tsuga), Pataço (Paulo), Murilo (Caco), Banana (Pipoca) e Gersinho (João Carlos); Fernandinho (Finzinho). Técnico: Cabeça

Grêmio: Victor (Marcelo Grohe); Jean, Leo (Réver) e Thiego; Paulo Sérgio (Felipe Matione), Rafael Carioca, William Magrão (Adílson), Jonas (Rodrigo Mendes) e Bruno Teles (Élder); Perea (Julio dos Santos) e André Luis (Soares). Técnico: Celso Roth

O Uniforme 2008

Abril 26, 2008 por Bruno Coelho

Durante algum tempo, cogitou-se Olimpykus para ser a nova fornecedora ou até mesmo a Adidas. No entanto, a Puma permanece como fornecedora oficial de materiais esportivos do Grêmio, para a temporada de 2008. O lançamento do novo uniforme será nesta terça-feira, 29 de abril, ao lado da loja Grêmio-Mania do Estádio Olímpico.

O que não entendo, o porquê da tamanha demora para lançar a nova vestimenta. O Cruzeiro teve o seu uniforme Puma-2008 lançado no mês de fevereiro (Cruzeiro-Puma 2008). Na Copa das Nações Africanas, que ocorreu no mês de janeiro, as seleções já usavam a nova linha de uniformes da Puma.

Para o lançamento do novo uniforme, o setor de Marketing do clube parece que acordou um pouco de sua hibernação. Fez uma promoção interessante, dos 100 primeiros que comprarem a camisa antecipadamente (50 pelo site e 50 pelas lojas – ou seja, antes do lançamento oficial do produto) receberão um convite para assistir o desfile no espaço Puma. Outro detalhe é que o desfile será aberto aos torcedores gremistas, desde que quem for, leve 1 Kg de alimento não perecível.

Uma iniciativa de marketing interessante, mas há falhas. Primeiro, como é que alguém pode comprar uma coisa que não sabe como vai ser? A Puma não é uma boa unanimidade entre os torcedores gremistas, ainda mais depois da camisa de 2006, com uma manga preta de um lado, e a outra em azul. Completamente esquisita, sendo a partir daí, a fornecedora alemã caiu no conceito de nós gremistas.

Claro que nem tudo é ruim, achei que o uniforme azul celeste de 2006 era bonito (pela sua simplicidade, o que não se pode dizer o mesmo da camisa azul celeste de 2007). Também achei uma boa iniciativa a camisa preta e o modelo especial para Libertadores de 2007 (apesar de que, essa camisa não é unanimidade entre a torcida do Imortal).

Não acho a Puma ruim, gosto do seu material. Gostei da camisa de 2005, por ser algo sem grandes invenções, o que não se pode dizer o mesmo da camisa de 2006. Já a camisa de camisa de 2007 foi o meio-termo da linha Puma até então. Apenas quero que o uniforme 2008 seja algo simples, sem grandes invenções da fornecedora. O problema é se a Puma resolver enfeitar até demais.